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Man or Astro-Man? (Foto: Divulgação)

A mescla de ritmos e melodias continua na segunda noite no Rec-Beat. Com uma atração a mais que ontem, o Cais do Alfândega recebe neste domingo (15) seis bandas, um DJ e uma VJ, e continua, em meio ao coração recifense da folia, a celebrar a diversidade musical. O festival tem patrocínio da Prefeitura do Recife e apoio do Governo do Estado de Pernambuco

Quem começa recepcionando o público, às 19h30, é o pernambucano DJ Soma, que promete colocar o público para dançar também nos intervalos com um set especial criado de acordo com o perfil de cada banda da noite.

O primeiro grupo do domingo não chega de mansinho nem com intenções politicamente corretas. Matalanamão volta ao festival, às 20h, onde fez história em seus primeiros anos e promete fazer a margem do Rio Capibaribe tremer. O quarteto do Alto José do Pinho mantém a atitude punk após mais de duas décadas de existência e apresenta para o público do Rec-Beat músicas que marcaram a banda, como “Os peitinhos”, “Priminha” e “Use camisinha”. Junto ao Matalanamão, a VJ Milena Sá integra até o fim da noite as artes visuais com os shows e projeções no telão do palco.

Contrastando com o rock escrachado do Matalanamão, mas não menos enérgico e autêntico, Tagore é o segundo artista a subir no palco, às 21h. Desbravador da obra psicodélica setentista local, o pernambucano estreia localmente no festival seu primeiro e elogiado álbum, “Movido a vapor”. São justamente essas influências do Udigrudi que ele traz para as canções do disco, mas com uma roupagem atual e bem própria.

Em seguida – e provando mais uma vez que o Rec-Beat celebra sem medo a diversidade musical -, sobe ao palco Dorit Chrysler, às 22h. O som da austríaca surge, na verdade, da ausência do contato físico. Pois o instrumento principal da cantora é o teremim (processador completamente que emite sons a partir das oscilações das mãos dos músicos). Dorit já se apresentou em festivais internacionais renomados, como o Roskilde e Coachella.

A dupla peruana Dengue Dengue Dengue! é a quarta banda deste domingo. Por trás das máscaras exóticas e coloridas estão os DJs e produtores Felipe Salmon e Rafael Pereira. O Cais da Alfândega vai bailar ao som da mistura de música eletrônica, hip-hop e ritmos latinos dançantes. Eles vêm acompanhados de Nadia Escalante, mais conhecida como VJ Sixta, que acrescenta à música uma identidade visual. Eles tocam às 23h10.

A partir de 0h30, o público vai poder conferir a potência e som futurístico da banda norte-americana Man or Astro-Man?. O quarteto é conhecido pela sua mistura de punk com surf music e por seus shows de grande impacto visual, onde os vídeos que exibem criam vida e são mais um elemento de sua sonoridade. A expectativa é a de que, além das faixas de Defcon 5…4…3…2…1, disco mais recente do quarteto, o repertório do Rec-Beat inclua também músicas dos trabalhos anteriores. E – por que não?- um frevo progressivo futurístico. Afinal, é Carnaval no mundo todo e talvez também em outras galáxias.

Quem fecha a segunda noite do festival é a dupla Analog Africa. A psicodelia, o groove e o tropicalismo da África e da América Latina formam a base do trabalho dos alemães. O projeto nasceu incialmente como um selo que relançava raridades das décadas de 1960 e 1970. O set de Analog vai colocar o público do Rec-Beat para dançar até de madrugada.

Programação, dia 15:

19h30 – Dj Soma (PE)
20h – Matalanamão (PE)
21h – Tagore (PE)
22h – Dorit Chrysler (Áustria/EUA)
23h10 – Dengue Dengue Dengue! (Peru)
00h30 – Man or Astro-man? (EUA)
01h45 – Analog Africa (Alemanha)

*Nas projeções Vj Milena Sá.